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CRIANÇAS, PARTICIPEM DO MINISTÉRIO INFANTIL ESCOLINHA DE JESUS !

Toda quinta-feira, às 19:30 hs,
na cripta da Igreja Matriz São Miguel Arcanjo,
e venham descobrir quem é este grande amigo que nos ama.

Os adultos ficarão, no mesmo horário, no Grupo de Oração.

Traga
sua família!



QUEM QUISER ENTRAR NO REINO DOS CÉUS, QUE SEJA PURO COMO UMA CRIANÇA.

"NO SEU LUGAR, O QUE JESUS FARIA?"

"NO SEU LUGAR, O QUE JESUS FARIA?"
PARA SABER A RESPOSTA EU PRECISO: REZAR, LER E ESTUDAR A BÍBLIA.

Foi um pedido de Nossa Senhora:

Foi um pedido de Nossa Senhora:
Pede pra Mãe que o Filho atende! Quem persevera na veneração à Maria persevera na adoração a Deus, Nosso Senhor!

3 de março de 2007

Campanha da Fraternidade

Fraternidade e Amazônia: O cuidado por aquilo que é de todos
Dom Odilo Scherer (*)

Durante a Quaresma, a Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia, com o lema “vida e missão neste chão”, será ocasião para voltar as atenções para a Amazônia, seus povos e sua natureza; é uma questão muito complexa e importante para o Brasil e para o mundo inteiro. A Campanha da Fraternidade é inspirada no mandamento da caridade, que Jesus deu aos discípulos: “como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”(cf Jo 13,34-35) Os povos da Amazônia - indígenas, caboclos, seringueiros, ribeirinhos, quilombolas, migrantes, gente das grandes cidades, das pequenas aldeias e do imenso interior, esperam a solidariedade de todo o povo brasileiro.
A Amazônia, geralmente idealizada de maneira romântica como um paraíso tropical, passa por imensas transformações, sobretudo sob o impacto da globalização sobre suas estruturas e sistemas exuberantes, mas frágeis. É uma região que reserva imensas riquezas naturais; sendo a última grande reserva de floresta tropical do mundo, ela desperta as atenções e interesses de iniciativas econômicas, de pesquisadores, ambientalistas, antropólogos e outros; nem sempre as populações locais e a natureza são devidamente levadas em conta e respeitadas.
A Amazônia, cheia de tesouros, belezas e mistérios da vida, que a natureza elaborou durante milhões de anos, possui um equilíbrio delicado, quase uma loja de cristais, onde todo o cuidado para se mover e tocar as coisas é preciso... A relação desatenta ou preconceituosa com as populações locais, as agressões imprudentes à natureza, os projetos de exploração econômica das riquezas e potencialidades feitos com pouco critério, tudo isso pode ter conseqüências desastrosas para a vida naquela região e para todo o nosso planeta. A desatenção e a irresponsabilidade nas relações com a Amazônia podem tornar inabitável esse chão, que é também parte de nossa casa, para as futuras gerações.
A população amazônica vive a pressão da mundialização e da urbanização, que perturbam sua cultura e a faz perder suas raízes, suas riquezas e sua identidade. A urbanização acelerada levou grande parte do povo do interior da Amazônia a morar em alguns centros urbanos, onde faltam serviços de atendimento às necessidades básicas da população, trabalho e habitações; como resultado, surgiram imensas palafitas e favelas, o tráfico de drogas, a prostituição, até mesmo infantil, e tanta violência. Em plena Amazônia aparecem as mesmas mazelas sociais das metrópoles industriais do centro-sul do Brasil. Por outro lado, a ocupação e posse das terras para a exploração da madeira e de outras riquezas naturais, para a agricultura e a pecuária, é motivo de violência e de morte em diversas áreas rurais da Amazônia.
“Vida e missão neste chão!” Este é o clamor da Igreja no Brasil durante a Campanha da Fraternidade de 2007. A Amazônia, berço acolhedor de tanta vida, precisa viver e ser respeitada por todos. Destruído este berço generoso, também a vida de tantas pessoas estará em risco. Pensar no povo, cuidar do ambiente, casa da vida, promover a justiça e a fraternidade, este é o nosso compromisso diante das presentes e futuras gerações. É responsabilidade diante de Deus e do próximo. É questão de justiça e fraternidade.
O papa Bento XVI, vindo ao Brasil em maio, nos recordará que a experiência do amor de Deus está na base da vida cristã e que o amor ao próximo deve ser traduzido em formas concretas de cultura e de organização da vida social, como resposta ao amor de Deus. A Conferência de Aparecida dará novas diretrizes para que a Igreja na América Latina e no Caribe viva intensamente sua missão através da caridade. Como discípulos e missionários de Jesus Cristo, os cristãos precisam fazer o melhor que podem para que “nossos povos tenham vida”. Caridade e responsabilidade social vão juntas.
Os povos da Amazônia esperam e precisam da solidariedade de todos os brasileiros. A Campanha da Fraternidade de 2007 propõe esta reflexão para todo o Brasil durante a Quaresma deste ano, para favorecer uma compreensão melhor sobre a responsabilidade de todos por aquilo que pertence a todos; o zelo pelo bem comum é uma das dimensões sociais da caridade. O egoísmo concentrador, que tende a satisfazer apenas as próprias aspirações, sem levar em conta as do próximo, é irresponsável e causa destruição e morte. A fraternidade e a caridade levam a atitudes e comportamentos responsáveis e solidários em relação ao próximo e a respeitar aquilo que é um bem de todos e para todos.

(*) Bispo Auxiliar de S.Paulo
Secretário-Geral da CNBB

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